ÚLTIMA ESPERANÇA

A tristeza me domina

Levo comigo um sinistro sintoma de náuseas

Sofro com meu invólucro abdominal

Saio sem tempo procurando um ar para respirar

Vejo tormentas em minha frente

ganchos de desespero

paragens longínquas

Quebro varas, corto ferros

Enferrujo a alegria

Entorpeço as amarras

Gero um sonho

Clamo por justiça

Vislumbro um amor

Será minha redenção?

Publicado em:  on 22 07pmSun, 20 Jul 2008 13:03:15 +0000ç2008 2008 at 1:03 pm Deixe um comentário

O LINGUAJAR CEARENSE (continuação 3)

CORDEL: O LINGUAJAR CEARENSE

AUTORA: JOSENIR DE LACERDA

CADEIRA Nº 3 DA ACADEMIA DOS CORDELISTAS DO CRATO

 

 

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Neste cordel-dicionário

Eu pretendo registrar

O rico vocabulário

Da criação popular

No Ceará garimpei

Juntei tudo, compilei

Ao leitor quero ofertar

……………………………………

 

Se é cheia de babilaque

É ispilicute ou dondoca

Ligeiro é “que nem um traque”

Agachado é tá de coca

Sem rumo é desembestado

O faminto é esguerado

Bolha na pele é papoca

 

Chamuscado é sapecado

Nuca, cangote é cachaço

Meio tonto é calibrado

A coluna é espinhaço

Tá como diz o ditado:

“dá pucumã pro bagaço”

Cearense tem mania

Chama todo mundo Zé

Zé da onça, Zé da tia

Zé oin ou Zé Mane

Zé tatá ou Zé de Dida

Achando pouco apelida

Um bocado de Zezé

 

Fazer goga é gaiofar

O que é longo é cumprissaio

Provocar é impijar

Toda pilôra é desmaio

Salto ligeiro é pinote

Bando, turma é magote

Cesto sem alça é balaio

 

A comidinha caseira

Tem fama no Ceará

Tipicamente brasileira

Faz o caboco babar

No bar do Mane bofão

Pau do guarda panelão

O cardápio vou citar:

Sarrabulho, panelada

Mucunzá e chambari

Tripa de porco, buchada

Baião de dois com piqui

Tem pão de milho e pirão

Carne de sol com feijão

Tijolo de buriti

 

Quem é ruivo é fogoió

O tristonho é distrenado

Tornozelo é mocotó

Cheio de grana, estribado

Jarra de barro é quartinha

O banheiro é casinha

Sem saída, “ta pebado”

Publicado em:  on at 11:55 am Deixe um comentário

O LINGUAJAR CEARENSE (continuação 2)

CORDEL: O LINGUAJAR CEARENSE

AUTORA: JOSENIR DE LACERDA

CADEIRA Nº 3 DA ACADEMIA DOS CORDELISTAS DO CRATO

 

 

…………………………………..………

Neste cordel-dicionário

Eu pretendo registrar

O rico vocabulário

Da criação popular

No Ceará garimpei

Juntei tudo, compilei

Ao leitor quero ofertar

……………………………………

 

 

Parteira era cachimbeira

Dar mergulho é tibungar

Tem cucuruto, moleira

Olhar demais é cubar

Tem ainda ternontonte

Que vem antes do antonte

Ver de soslaio é brechar

 

Quem briga bota boneco

Sem valor é fulerage

Copo pequeno é caneco

Estrada boa é rodage

O tristonho é capiongo

Galo ou inchaço é mondrongo

E a ralé é catrevage

 

O velho ovo estrelado

É o bife do oião

Nervoso é atubibado

Repreender é carão

O zarolho é carôi

Enviezado, zanôi

Inquieto éfrivião

 

A perna fina é cambito

Dar o fora é azular

Muito magrelo é sibito

Pisar manco é canxingar

Rêde pequena é tipóia

Tudo bem é tudo jóia

Fazer troça é caçoar

 

A expressão “dá relato”

Que atinge mais de légua

“Tá ca peste!” “Só no Crato”

“Vôte”, “Ôxente” e “Arre égua!”

“Corra dentro!” “Qué cirmá?”

“É de rosca?” “É de lascar!”

 

Se é muito longe, arrenego

Que Deus do céu nos acuda

É pra lá da caixa prego

Lá no calcanhar do Judá

Nas bimboca ou cafundó

Nas brenha ou caixa bozó

Onde o vento a rota muda

Publicado em:  on 22 07amFri, 18 Jul 2008 10:10:21 +0000ç2008 2008 at 10:10 am Deixe um comentário

RESPOSTA DA CHARADA

José José……. com duas sílabas …….. chará

oferece……… com uma sílaba ……….. dá

o que isto é…………. charada

Publicado em:  on at 10:07 am Comentários (2)

O QUE ROLA… na “net”

Jornal  O POVO. Fortaleza-CE. 13 de julho de 2008

Vida & Arte. p.3

 

O QUE ROLA… na “net”

 

É Duro Envelhecer… Já aconteceu de você olhar pessoas da sua idade e pensar: não posso estar assim tão velho(a)!!!. Veja o que conta uma mulher: “Estava sentada na sala de espera para a minha primeira consulta com um novo dentista. Ao ler seu nome, recordei de um louro alto, que tinha esse mesmo nome. Era da minha classe do colegial, uns 30 anos atrás, e eu me perguntava: poderia ser o mesmo rapaz por quem eu tinha me apaixonado à época? Quando entrei na sala de atendimento, imediatamente, afastei esse pensamento do meu espírito. Este homem grisalho, quase enrugado, era demasiadamente velho pra ter sido o meu amor secreto. Depois que ele examinou o meu dente, perguntei-lhe se ele estudou no Colégio Sacré-Coeur? Sim – respondeu-me. Quando se formou? Perguntei. 1965. Por que esta pergunta? Respondeu. É que… bem… você era da minha classe!, eu exclamei. E então, este velho horrível, cretino, careca, barrigudo, flácido, FDP, me perguntou: A senhora era professora de quê?”

Publicado em:  on 22 07pmThu, 17 Jul 2008 12:22:49 +0000ç2008 2008 at 12:22 pm Deixe um comentário

CHARADA

Mate esta charada

José José, oferece o que isto é. (2;1)

Publicado em:  on at 1:01 am Deixe um comentário

será de Clarice Lispector?

Correu pela internet:

 

Absolutamente genial!…

Vejam a genialidade da poeta e a riqueza da língua portuguesa.

 

Clarice Lispector

 

Não te amo mais
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis
Tenho certeza que
Nada foi em vão
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada
Não poderia dizer mais que
Alimento um grande amor
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
Eu te amo!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais…

 

Obs.: Agora leia de baixo para cima. Pura arte… pura genialidade…

 

Em pesquisa pela internet verifiquei que alguns estudiosos acham que ela não é a autora dessa poesia, o que não tira o valor do texto.

Publicado em:  on 22 07amWed, 16 Jul 2008 01:03:29 +0000ç2008 2008 at 1:03 am Deixe um comentário

O LINGUAJAR CEARENSE (continuação 1)

CORDEL: O LINGUAJAR CEARENSE

AUTORA: JOSENIR DE LACERDA

CADEIRA Nº 3 DA ACADEMIA DOS CORDELISTAS DO CRATO

 

 

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Neste cordel-dicionário

Eu pretendo registrar

O rico vocabulário

Da criação popular

No Ceará garimpei

Juntei tudo, compilei

Ao leitor quero ofertar

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Qualquer tramóia é motim

Solteira idosa é titia

Mosquitinho é mucuim

Recipiente é vasia

Meia garrafa é meiota

O exibido é fiota

Travessura é istripulia

 

Bebeu muito é deodato

Brisa leve é cruviana

O sujeito otário é pato

Cigarro curto é bagana

Fugir é capar o gato

O engraçado é gaiato

Quem vai preso tá em cana

 

Ter mesmo nome é xarapa

Muito junto é encangado

Água com açúcar é garapa

Cor vermelha é encarnado

Muita coisa dá meimundo

Sendo Mundim é Raimundo

Valentão é arrochado

 

A rede velha é fianga

Com raiva é apurrinhado

Careta feia é munganga

Baitinga é o mesmo viado

O bom é só o pitéu

Bajulador, xeleléu

Sem jeito é malamanhado

 

Bater fofo é não cumprir

Etecetera é escambau

Sujar muito é encardir

Quem acusa, cai de pau

Confusão é funaré

Carta coringa é melé

Atacar é só de mau

 

Qualquer botão é biloto

Mulher difícil é banqueira

Pequenino é pirritoto

Estilingue é baladeira

Qualquer coisa é birimbelo

Descorado é amarelo

Sem requinte é labrocheira

Um perigo é boca quente

Porco novo é bacurim

Atrevido é saliente

Quem não presta é croja ruim

Dedo duro é cabuêta

A perna torta é zambêta

Coisinha pouca é tiquim

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Publicado em:  on 22 07amTue, 15 Jul 2008 00:40:17 +0000ç2008 2008 at 12:40 am Deixe um comentário

Onde estive enquanto vivia minha vida?

Christiane e Gustavo me enviaram

 Folha – São Paulo, 10 de julho de 2008

 DULCE CRITELLI 

Onde estive enquanto vivia minha vida?

 

[...] HÁ UM CONTRASTE, NA VERDADE, ENTRE A PERCEPÇÃO DO ENVELHECIMENTO E O SENTIMENTO DE VIDA JOVEM QUE ME HABITA

 

 

Não existe forma mais clara de perceber a passagem do tempo do que encontrar pessoas que há muito não se via. Meninos que, agora, são pais e mães. Jovens pais e mães que, agora, são senhores e senhoras. Crianças, de quem a última memória é da chupeta na boca, falando dos seus trabalhos e dos seus projetos.

Um susto! Foi o que vivi no casamento da filha de uma prima, na semana passada. É claro que sei quantos anos tenho, marcados no meu registro de nascimento e na contabilidade dos calendários. Mas esse cálculo dos dias e dos anos está muito longe de qualquer experiência de tempo.

Há um contraste, na verdade, entre a percepção do envelhecimento e o sentimento de vida jovem que me habita. Estranho sempre que me chamam de senhora ou quando me vejo nos vídeos e nas fotografias. E estranho ainda mais quando os olhares sedutores que me alcançam vêm de alguém com mais de 50 anos.

Difícil, em circunstâncias como essas, não nos fazermos a pergunta angustiante sobre quanto tempo já vivemos e por quanto tempo ainda podemos durar. Porque o tempo a gente mede mesmo é com a própria vida. Existe tempo porque morremos e sabemos disso.

Alguns filósofos existenciais, como Heidegger, consideram a morte, essa companheira secreta da vida, nosso destino. “O homem é um ser para a morte”, ele nos diz. Eu, no entanto, acredito que ela é apenas uma contingência, uma condição do nosso ser.

O espanto com o tempo já sido, já passado, deveria funcionar como um lembrete que nos tirasse da distração de que algum dia sairemos de cena. Deveria ser um estímulo para escolhermos como é melhor viver ou como emprestar à vida a nossa própria cara. Em outras palavras, como queremos gastar o tempo vivo, não que temos, mas que somos.

É o próprio Martin Heidegger quem afirma que o homem é um tempo que se esgota, que se emprega nisto ou naquilo, que se omite, que se retrai ou que se desperdiça.

Talvez, então, não seja só e, justamente, a passagem do tempo o que nos assombra, mas a possibilidade de termos empregado mal o tempo da nossa existência, que é única e irrepetível. O receio de termos gasto nosso tempo com o que pouco importava, com besteiras, com o que não era do nosso próprio interesse.

Esta é a maior inquietação em ver que o tempo passou: a percepção da inconsciência com que vivemos os acontecimentos da nossa vida e o medo de termos desperdiçado um tempo de ser, tão precioso.

Essa é, também, a razão de eu, muitas vezes, pensando no passado, perguntar-me: onde estive enquanto vivia a minha vida?

 

DULCE CRITELLI , terapeuta existencial e professora de filosofia da PUC-SP, é autora de “Educação e Dominação Cultural” e “Analítica de Sentido” e coordenadora do Existentia -Centro de Orientação e Estudos da Condição Humana

 

Publicado em:  on 22 07amMon, 14 Jul 2008 01:02:56 +0000ç2008 2008 at 1:02 am Deixe um comentário

UNIDADES LEGAIS NO BRASIL

 

Você sabe escrevê-las corretamente?

 

Unidade                                               símbolo                  para designar

Metro                                                      m                        comprimento

Metro quadrado                                                             área

Quilograma                                             kg                       massa (peso)

Grama                                                     g                         massa(peso)

Litro                                                        l                          volume

Mililitro                                                  ml                       volume

Quilômetro                                             km                       comprimento

Quilômetro por hora                               km/h                   velocidade

Hora                                                        h                          tempo

Minuto                                                    min                      tempo

Segundo                                                  s                           tempo

 

IMPORTANTE: todos esses símbolos acima, são escritos com letras minúsculas e não mudam no plural

Ex: um metro:     1m

      Dez metros: 10m

       

      Uma hora:         1h

      Dez horas:      10h

 

Não existe o símbolo mts, nem tão pouco ml como se fôra metro linear, ml é mililitro.

 

Existem símbolos com letras maiúsculas, porém não mudam no plural como exemplo:

 

Grau Celsius                                 ºC                           temperatura

Newton                                         N                            força

Ampère                                         A                            intensidade de corrente elétrica

Volt                                               V                            tensão elétrica

Watt                                              W                            Potência

Publicado em:  on at 1:02 am Deixe um comentário