LINGUAGEM POPULAR

Do livro “Adagiário Brasileiro” – Leonardo Mota

Adagiário Brasileiro. 2ed. Fortaleza, BNB, 1991

 

Leonardo Mota, n. a 10.05.1891 em Pedra Branca-CE, f. em Fortaleza-CE a 02.01.1948

Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito de Fortaleza, Ceará, em 1916. É considerado o Príncipe dos folcloristas nacionais.

 

 

- Cachorro da moléstia – diz-se de alguém capaz de feitos extraordinários.

- Desinfete! – vá embora, suma-se!

- Em pé de pobre é que sapato aperta – são os pobres que sentem os efeitos das crises. Corresponde a Quando o rico geme o pobre é quem sente a dor.

- Está por acolá – está muito inchado. Ex.: Ele não vai a escola porque está com o queixo por acolá.

- Não é mais besta porque é um só – é muito tolo.

- Nem todo dia é dia santo – nem sempre acontece o que queremos.

- No rumo da venta – em frente. Ex: Siga no rumo da venta.

- Olho de cabra morta – indivíduo de olhar lânguido.

- Papagaio velho não aprende a falar – os velhos são de difícil cultivo intelectual.

- Pebado – frustrado ou muito dificultado.

- Passar por baixo da mesa – chegar tarde para uma refeição.

- Pensar que o céu é perto – supor que uma coisa é de fácil realização, mostrar otimismo. O mesmo que pensar que babado é bico, pensar que sebo de tripa é gordura, pensar que berimbau é gaita, pensar que mijo de padre é Santos Óleos.  

Publicado em:  on 22 10pmTue, 28 Oct 2008 13:44:18 +0000ç2008 2008 at 1:44 pm Deixe um comentário

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