Do livro: FANÁTICOS E CANGACEIROS de Abelardo F. Montenegro
Editora Henriqueta Galeno
Fortaleza, Ceará – 1973
Beato é “um sujeito celibatário, que faz votos de castidade (real ou aparentemente), que não tem profissão, porque deixou de trabalhar, e que vive da caridade dos bons e das explorações aos crentes”, define Xavier de Oliveira.
“Passa o dia a rezar nas igrejas, a visitar enfermos, a enterrar os mortos, a ensinar orações aos crédulos, tudo de acordo com os preceitos do catecismo”.
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O beato difere do penitente. Enquanto o primeiro usa traje peculiar e faz voto de castidade (real ou aparentemente), o segundo não traja caracteristicamente e não é obrigado a conservar-se celibatário.
“A alma rústica da gente sertaneja é sempre uma estalagem aberta ao acolhimento desses messias errantes, que surgem repentinos do seio das caatingas e depressa granjeam a confiança da boa fé inesgotável do matuto”.