O cara, madurão, na faixa dos 60 anos de idade, sai com aquela gata escultural de 25 anos e a leva a um restaurante 5 estrelas, depois a uma danceteria, também de 1ª e acabam no melhor motel da cidade, um duplex com piscina, hidro e solarium.
Depois do bem bom, para impressioná-la, dá um lindo anel de ouro a ela.
Após mais umazinha (viva a pílula azul!), fumando um cigarro e dando um tapa no whisky 12 anos, ela pergunta:
- Benzinho, você me acha cara?
E ele responde na hora:
- Meu amor, na minha idade não tem jeito: ou é cara ou é coroa.
rola na net
“Um PAC com Dilma”
Do:
Jornal O POVO, Fortaleza-CE, Quinta-Feira, 26 de fevereiro de 2009.
POLÍTICA
Fábio Campos
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VAMOS FAZER UM PAC COM A DILMA?
Genial a leitura popular da ascensão de Dilma Roussef contida no cordel
“Um PAC com Dilma”, assinado por Miguelzim de Princesa, direto do Cariri. Leiam:
“I- Quando vi Dilma Roussef/ Sair na televisão/ Com o rosto renovado/ Após uma operação/ Senti que o poder transforma: Avestruz vira pavão.
II- De repente ela virou/ Namorada do Brasil: Os políticos, quando a vêem/ Começam a soltar psiu/ Pensando em 2010/ E nos bilhões que ela pariu.
III- A mulher, que era emburrada/ Anda agora sorridente/ Acenando para o povo/ Alegre, mostrando o dente/ E os baba-ovos gritando: É Dilma pra presidente!
IV- Mas eu sei que o olho grande/ É na montanha de bilhões/ Que Lula botou no PAC/ Pensando nas eleições/ E mandou Dilma gastar/ Sobretudo nos grotões.
V- Senadores garanhões/ Sedutores de donzelas/ E deputados gulosos/ Caçadores de gazelas/ Enjoaram das modelos/ Só querem casar com ela.
VI- Eu também quero uma lasquinha/ Uma filepa de poder/ Quero olhar nos olhos dela/ E, ternamente, dizer/ Que mais bonita que ela/ Mulher nenhuma há de ser.
VII- Eu já vi um deputado/ Dizendo no Cariri/ Que Dilma é linda e charmosa/ Igual não existe aqui/ E é capaz de ser mais bela/ Que Angelina Jolie.
VIII- Dilma pisa devagar/ Com seu jeito angelical/ Nunca deu grito em ninguém/ Nem fez assédio moral/ Ou correu atrás de gente/ Com um pedaço de pau.
IX- Dilma superpoderosa: 8 bilhões pra gastar/ Do jeito que ela quiser/ Da forma que ela mandar/ Sem contar com o milhão/ Do cofre do Adhemar.
X- Estou com ela e não abro: Viro abridor de cancela/ Topo matar jararaca/ Apagar fogo na goela/ Para no ano vindouro/ Fazer um PAC com ela”.
Euclydes da Cunha
Do livro: NORDESTINADOS de Marcus Accioly
O sertão é o homízio. Quem lhe rompe as trilhas, ao divisar à beira da estrada a cruz sobre a cova do assassinado, não indaga do crime. Tira o chapéu, e passa.
Euclydes da Cunha
POSSAÇÃO
Do Livro: NORDESTINADOS
De: Marcus Accioly
José Olympio Editora
3ª edição
- Senhores, vou lhes contar
Uma conversa ligeira
Que tive, faz muito tempo,
Num dia de quarta-feira
Do mês de outubro de um ano,
Do qual não me lembro a data,
Na mais agreste caatinga,
Depois da zona da Mata.
Havia fome na terra
E o povo se retirava
Levando os últimos bichos
Que a seca aos poucos matava.
Para esquecer essas coisas
Fui palestrar com Quintão,
Um cego que tinha fama
De sábio, em todo sertão.
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- O homem, dentro da vida,
Tem que escolher uma estrada,
Embora o fim seja o mesmo
Pois tudo termina em nada.
Seja qual for a escolha
Que o viajante pretenda,
O fim de todo caminho
Dá sempre na mesma venda.
Nascendo numa cocheira
Ou, como os ricos, num berço,
Seja qual for seu destino
Acerta o mesmo endereço.
Ande sem pressa ou ligeiro,
A trote-baixo ou galope,
Sempre há de entrar na saída,
E às vezes sem envelope.
- No fim de tudo há um fim
Contrário a todo começo,
E seja qual for a vida
A morte é o mesmo endereço.
Daí se torna mais fácil
Chegar a tal conclusão:
A vida é qualquer estrada
E no fim dela há um não.
Só não concordo, decerto,
Com esse modo de ver,
Pois toda estrada depende
Daquele que a escolher.
E seja qual for o rumo,
Seu moço, falo por mim,
Em vez do não que se espera
No fim da vida há um sim.
- Cego Quintão, não discordo
Do seu prosar, mas lhe digo:
Se para o morto há descanso
Quero o cansaço comigo,
Pois coisa que nunca entra
Na minha imaginação
É como a alma se livra
Dos sete-palmos de chão.
Não falo por zombaria
Como costumam falar,
Sou crente em Deus, mas de morte
Algo me faz duvidar,
Porque aquilo que dizem
Ser o começo ou o sim,
É bem mais o fim que começo
Ou o começo do fim.
- E para mim, que sou cego,
A morte me assustaria?
Se a vida fosse só isso
De nada ou pouco valia.
Não que eu pretenda, seu moço,
Achá-lo em contradição,
Mas seu olhar se limita
Onde é preciso visão.
Pois para ver a verdade
É necessário enxergar
Além das coisas terrenas
Que são mais fáceis de olhar.
É necessário ir mais longe
Do que os outros, que até
Um cego, como eu, de guia,
Vê com os olhos de fé.
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UM CARNAVAL
O carnaval é pleno
estou recolhido.
Não ouço ruidos exagerados de sons desqualificados
não ouço marchinhas antigas nem músicas que se eternizaram.
Apenas o silêncio domina meu ambiente.
Ando triste e feliz
às vezes alegre e saudoso
lembro um passado que se foi
hoje impossível de repetí-lo
as pessoas são outras
o entusiasmo intumescido
trança paralelos desconexos.
rola na net
VERÍDICO
- Bom dia, é da recepção? Eu gostaria de falar com alguém que me desse
informações sobre um paciente. Queria saber se certa pessoa está melhor ou
piorou…
- Qual e o nome do paciente?
- Chama-se Celso e está no quarto 302.
- Um momentinho, vou transferir a ligação para o setor de enfermagem…
- Bom dia, sou a enfermeira Lourdes. O que deseja?
- Gostaria de saber as condições clínicas do paciente Celso do quarto 302,
por favor!
- Um minuto, vou localizar o médico de plantão.
- Aqui é o Dr. Carlos plantonista. Em que posso ajudar?
- Olá, doutor. Precisaria que alguém me informasse sobre a saúde do Celso
que está internado há três semanas no quarto 302.
- Ok, meu senhor, vou consultar o prontuário do paciente… Um
instante só! Hummm! Aqui está: ele se alimentou bem hoje, a pressão
arterial e pulso estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai
ser retirado do monitor cardíaco até amanhã. Continuando bem, o médico
responsável assinará alta em três dias.
- Ahhhh, Graças a Deus! São notícias maravilhosas! Que alegria!
- Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da
família!?
- Não, sou o próprio Celso telefonando aqui do 302!
É que todo mundo entra e sai desta merda deste quarto e
ninguém me diz coisa nenhuma.
Eu só queria saber como estou……
UMA RESPOSTA
Do mestre J. Stélio
Penso que sou meio louco e meio santo.
Às vezes acho que tenho a cara lavada e a alma exposta.
Dizem até que sou meio bobo de tão sério.
Posso sorrir quando acham que eu deveria chorar de piedade.
Bebo na fonte da realidade
Porque sem ela a fantasia não teria essência.
Não sou chato e nem adulto.
Sou infância e sou velhice.
Quem guarda o vento no rosto nunca tem pressa.
Sou assim, e por ser assim não tenho amigos.
Eu queria pelo menos um amigo.
Mesmo que ele não fosse louco, santo, bobo, sério, criança e velho.
Mesmo que ele não tivesse nenhuma qualidade
Pela qual eu pudesse escolhê-lo.
Um amigo não se escolhe, se abraça.
Ter pelo menos um amigo e aceitar que:
A NORMALIDADE É UMA ILUSÃO.
DEVER
Que alívio!
O sol nasceu
Trouxe quase tudo que lhe compete
Cantos de pássaros, apitos de trem, velozes metrôs
Ônibus lotados
Só não trouxe de volta a minha amada
Que desapareceu na noite escura
Nem a luz forte da manhã me fez encontrá-la
Não seria obrigação do sol recompor tudo que ele entregou à noite?
rola na net
“Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, NUNCA ME ESQUECEREI QUE A NORMALIDADE É UMA ILUSÃO.”
(Oscar Wilde)
rola na net
Uma noite, depois de quase 40 anos de casados, o casal está na cama quando a mulher sente que seu marido começa a acariciá-la como não fazia há muito tempo.
Ele começou no pescoço, desceu pelo dorso até as nádegas;voltou ao pescoço, apalpou os ombros, os seios e parou na barriga; colocou a mão na parte interna do
braço esquerdo, passou novamente nos seios, nas nádegas. Na perna esquerda desceu até o pé, subiu na parte interna da coxa e parou bem em cima da perna.Fez
a mesma coisa na parte direita e, de repente, vira as costas e não fala uma palavra.
A esposa, já toda ‘acesa’, lhe diz carinhosamente:
- Querido, estava maravilhoso, porque parou?
E ele resmungando:
- JÁ ENCONTREI O CONTROLE REMOTO…