Do livro: O Direito de Rir II
De: Giovani de Oliveira
Fortaleza-CE, Tiprogresso – 2001
“FALTANDO UM PEDAÇO
Em Iguatu, existe uma barbearia cujo proprietário é o grande Zacarias, que, apesar da idade já bem adiantada e da visão debilitada, exerce normalmente a sua profissão.
Certa noite, senta-se na cadeira do querido barbeiro um senhor de nome Honorato só com um braço, homem taciturno, muito sério, de pouquíssimas palavras. Zacarias pega pedra ume e, com um pedaço de papel higiênico, consegue estagnar o sangue que corria na face de seu Honorato. Alguns segundos depois, um outro corte; e Zacarias, com pedra ume e um pedaço de algodão com álcool, trata de limpar a cara do cliente que, a essa altura, já estava furioso.
O barbeiro, vendo que o cliente estava insatisfeito, começa a puxar conversa:
- O senhor já esteve aqui antes?
O homem, com cara de poucos amigos, corta logo dizendo:
- Não senhor, eu perdi o braço foi numa corrida de cavalos.
QUE LAMPIÃO QUE NADA!
Na década de trinta, no sertão de Sergipe, havia um senhor com uma bodega bem sortida. De repente, chega ao estabelecimento comercial do cidadão um sujeito acompanhado de três homens mal-encarados.
O sujeito bate com toda a força no balcão e diz:
- Cachaça pra todo mundo, cabra!
O dono da bodega, tremendo de medo, serve rapidamente os clientes. Depois de tomar umas quatro doses, o sujeito pergunta:
- Sabe quem sou eu cabra?
- Não senhor!
- Pois quem está aqui é o capitão Virgulino, o famoso Lampião.
O dono da bodega retira os copos do balcão e, aliviadíssimo, diz:
- Ah, bom! Eu pensava que fosse um fiscal da fazenda.
BARRIGA CHEIA
Um coronel do interior soube que a sua querida filha estava apaixonada por um tremendo malandro e fez tudo para que a garota rompesse o relacionamento. Como não conseguiu, mandou chamar o futuro genro e disse-lhe:
- Olha, seu cabra, eu sei que és muito preguiçoso e não tens onde cair morto, não é mesmo?
- Sim, senhor coronel!.
- Pois eu vou te dar uma casa, certo?
- Obrigado, senhor coronel!
- Agora eu pergunto: se eu te der o almoço, tu garantes ganhar o jantar?
O malandro, morrendo de preguiça, respondeu:
- Seu coronel, se o almoço for bom, eu não preciso de jantar não.”
tô vendo aqui que o blog tá completando 1 ano!!! parabéns!!! e que venham muitos outros anos!!!