Amor!
Levo comigo distante a saudade de você
Recebo carinho e afeição
Que abrandam meu coração.
Amor!
Levo comigo distante a saudade de você
Recebo carinho e afeição
Que abrandam meu coração.
Eva e a serpente
No início, Eva não queria comer a maçã.
– Come – disse a serpente – e serás como os anjos!
– Não – respondeu Eva.
– Terás o conhecimento do Bem e do Mal – insistiu a víbora.
– Não!
– Serás imortal.
– Não!
– Serás como Deus!
– Não, não e NÃO!
A serpente já estava desesperada e não sabia o que fazer para que Eva comesse a maçã. Até que teve uma idéia. Ofereceu novamente a fruta e disse:
– Come, boba! Emagrece!!!
O ateu e a onça
.
Um ateu convicto passeava por um bosque quando de repente viu uma onça de dois metros avançar contra ele, com expressão feroz. O bicho pulou sobre seu corpo e levantou a pata para o golpe fulminante. Nesse momento o ateu gritou:
— Oh, meu Deus!
O tempo parou. A onça ficou paralisada. A floresta silenciosa. Uma voz imponente veio do céu:
— Você nega Minha existência há anos, ensina que Eu não existo. Espera que Eu o ajude a escapar dessa? Devo contar você como um fiel?
O ateu olhou diretamente para a luz:
— Seria hipocrisia de minha parte. Mas talvez Você pudesse fazer desse animal selvagem um cristão.
Então a onça lentamente postou as patas como em uma oração, curvou a cabeça e disse lentamente:
— Senhor, abençoai esse alimento pelo qual estou muito agradecido. Amém.
Essa é formidável…
Diz a lenda que Rui Barbosa, ao chegar em casa, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal.
Chegando lá, constatou haver um ladrão tentando levar seus patos de criação.
Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com seus patos, disse-lhe:
- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo ato vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.
Se fazes isso por necessidade, transijo; mas se é para zombares da minha elevada prosopopéia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à qüinqüagésima potência que o vulgo denomina nada.
E o ladrão, confuso, diz:
- Dotô, resumino, eu levo ou deixo os pato?’
recebida por e-mail
A versão em versos, para o ditado “morreu maria preá”
MORREU MARIA PREÁ
Coisas do Nordeste….
Autor: Itanildo Medeiros.
Esse ditado famoso
Comecei a pesquisá
Porque fiquei curioso
Depois de revirar tudo
Descobri com muito estudo
Resposta em banda de lata
Que um padre no interior
Tinha um chamego, um amor,
Um caso com uma beata
Bonita e muito formosa
Maria Preá era seu nome
Essa beata fogosa
Do padre tirava a fome
E sempre que ele podia
Com ela, ele se escondia
Pra poderem se agarrar
Mas um dia o sacristão
Flagrou os dois num colchão
O padre e Maria Preá
E depois dessa orgia
O padre perdeu o sossego
Todo dia o sacristão
Alegava este xamego
Chantageava o vigário
Fazia dele um otário
Ameaçando contar
Deixava o padre com medo
Que vazasse esse segredo
Dele e Maria Preá
Sem saber o que fizesse
Com o sacristão lhe explorando
Tudo que ele quisesse
O padre ia logo dando
Com medo que a cidade,
Descobrindo essa verdade
Ficasse escandalizada
Pediu a Deus uma luz
Pra lhe tirar dessa cruz
Dessa exploração cerrada
Até que um dia o vigário
Viajou prá ali pertinho
Foi rezar o novenário
Num município vizinho.
Esqueceu de um documento
E notado o esquecimento
Parou no meio da estrada
Deu meia volta e voltou
E quando em casa chegou
Ah, que surpresa danada!!!
O padre entrou apressado
Na casa paroquial
Viu o sacristão curvado
De decúbito dorsal
Nu da cintura pra baixo
Por traz dele um outro macho
Numa movimentação
Que o padre, vendo, notava
Que o rapaz encalcava
As fezes do sacristão
Assistindo aquela cena
Mas, lembrando do passado
O padre ficou com pena,
Mas também aliviado
E mesmo com a vergonha
Daquela cena medonha
O padre gritou de lá:
“Sacristão se oriente
Pois, pra nós, daqui pra frente
MORREU MARIA PREÁ”
A diferença entre ser sogra do genro e sogra da nora:
Duas distintas senhoras encontram-se após um bom tempo sem se verem. Uma pergunta à outra:
- Como vão seus dois filhos… A Rosa e o Francisco?
- Ah! Querida… A Rosa casou-se muito bem. Tem um marido maravilhoso. É ele que levanta de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, faz o café da manhã, lava as louças e ajuda na faxina. Só depois é que sai para trabalhar. Um amor de genro! Deus que o abençoe!
- Que bom, heim amiga! E o Francisco? Casou também?
- Casou sim, querida. Mas, tadinho dele, deu azar demais. Casou-se muito mal… Imagina que ele tem que levantar de madrugada para trocar as fraldas do meu netinho, fazer o café da manhã, lavar a louça e ainda tem que ajudar na faxina! E depois de tudo isso ainda sai para trabalhar, para sustentar a preguiçosa da minha nora, aquela imprestável, desclassificada!
Semana passada passou rasteira
vi um céu nublado com chuva iminente
desabou uma tormenta.
E comigo sem qualquer transtorno
você me fazia companhia.
Levei tempo pensando no passado
sombrio, inodoro.
Tranquei a alma no armário
despedacei minhas luvas de napa
suei frio
e depois lhe beijei comovido.
Voltei à vida sem qualquer desespero
desci degraus volumosos
e vi no final
um traço de união
feito quermesse e leilão
lambuzei a cara e voltei sonolento
imaginando que apenas a vida
me reservava um resto de felicidade.
Você sabe o que é tautologia?
É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem. Consiste na repetição de uma idéia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso ’subir para cima’ ou o ‘descer para baixo’. Mas há outros, como você pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exata
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- fato real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planejar antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito
Note que todas essas repetições são dispensáveis.
Por exemplo, ’surpresa inesperada’. Existe alguma surpresa esperada? É óbvio que não.
No dia-a-dia é comum e até certo ponto natural usar tautologias, mas deve-se evitar o seu uso na comunicação escrita formal.
clic a seguir, ouça e ria
Agucei a mente num silêncio aterrador
Trovões saquearam meu raciocínio
Inebriado pela certeza do ser
Os dedos soluçando
Os olhos sorrindo
Vi uma luz à distancia
Era um cometa virtual levando minha amada
E na imagem deixada ela transbordava de energia
Mas foi tudo apenas uma visão
que longínqua ficou
e na ilusão de rever o que não volta mais