Do livro: O Direito de Rir II
De: Giovani de Oliveira
Fortaleza-CE, Tiprogresso – 2001
MÁ COMPANHIA
Um pescador de Orós já casado arranjou uma namorada bonita, afável e muito simpática. Toda noite o pescador levava a musa para jantar numa peixada em Lima Campos.
A garota com o seu charme conquistou a amizade do dono da peixada e de todos os garçons. O pescador, cabreiro e sabendo que a esposa estava desconfiando, malandramente faz uma média convidando-a para jantar na tradicional peixada de Lima Campos. Ao chegarem, o cavalheiro puxa uma cadeira para a esposa sentar. Esta, muito mal-humorada, reclama de tudo: do peixe, do baião-de-dois, do pirão, do atendimento, enfim, nada presta para a nova visitante. O pescador permanece calado todo o jantar, enquanto a esposa solta os cachorros em todos.
Ao sair, o dono da peixada chama o cliente e, taxativamente, diz:
- Rapaz, eu não sei como é que tu deixas de sair com a tua mulher tão bonita e educada, para vir jantar com uma quenga feia dessas.
UM JUDEU EM JUAZEIRO
Um judeu, de nome Jacó, veio a conhecer Juazeiro do Norte, terra do estimado Padim Ciço. O judeu ficou maravilhado com o potencial econômico da cidade e não contou conversa; rapidamente, estabeleceu-se na famosa São Pedro, principal rua comercial da capital caririense.
Três meses depois, Jacó, que já ganhava uma boa grana, como de costume, estava abrindo a sua loja às 7h da manhã. De repente, João Grosso, um sujeito mal-encarado, baixo, atarracado, completamente embriagado, covardemente apunhalou pelas costas o coitado do judeu.
Ao interrogar o homicida, a autoridade policial pergunta:
- O senhor desferiu nove punhaladas nas costas do cidadão Jacó?
- Sim Senhor!
- Que ato bárbaro o senhor cometeu! Por que tanta perversidade?
- Porque foi ele que matou Nosso Senhor Jesus Cristo!
- O delegado diplomaticamente diz:
- Mas isto já está com 2000 anos.
- É, mas me disseram agora, às 4h da manhã, lá no cabaré da “Chica Grande”.
PRÁ TUA MÃE
Um paulista desses bem bairristas estava a comentar com um cearense desses bem moleques:
- Rapaz, aqui em São Paulo os correios são muito eficientes, eu remeto uma carta e no mesmo dia chega ao destinatário.
- Ta por fora! Lá em Iguatu, no interior do Ceará, eu entrego uma carta sem o nome do destinatário e o carteiro já sabe que é pra minha mãe.
O paulista desconfiou de tal proeza, e vieram conferir. Ao chegar, os dois dirigiram-se aos correios, e o cearense, com o envelope em branco, chega para um carteiro e diz:
- Por favor, entregue esta carta.
Nesse exato momento, o cearense olha para o carteiro e, sem que o paulista veja, aponta-lhe os dois dedos médios, dando-lhe um tremendo cotoco.
O carteiro, vendo que o cearense estava lhe dando cotoco, pergunta:
- É PRA TUA MÃE?