rola na net

rir é preciso

Um brasileiro está calmamente tomando o café da manhã quando um argentino típico, mascando chicletes, senta-se ao lado dele.

O brasileiro ignora o argentino (óbvio) que, não se conformando, começa a puxar conversa:

- Argentino: Você come este pão inteirinho?

- Brasileiro (de mau humor): Claro.

- Argentino: Nós não… Nós comemos só o miolo, a casca nós vamos juntando num container, pois processamos, transformamos em croissant e vendemos para o Brasil..

O Brasileiro ouve calado.

O Argentino insiste: Você come esta geléia com o pão?

- Brasileiro: Claro.

- Argentino: Nós, não. Nós comemos frutas frescas no café da manhã jogamos todas as cascas, sementes e bagaços em containers, depois processamos, transformamos em geléia e vendemos para o Brasil.

- Brasileiro: E o que vocês fazem com as camisinhas depois de usadas?

- Argentino: Jogamos fora, claro!

- Brasileiro: Nós não. Guardamos todas em containers, depois processamos, transformamos em chicletes e vendemos para a Argentina…

Publicado em:  on 22 05pmFri, 22 May 2009 21:15:09 +0000ç2009 2008 at 9:15 pm Deixe um comentário

rir é preciso

ROLA NA NET

Marido chega preocupado em casa e diz a esposa:
-Tenho um problema no serviço.
Esposa:
-Não diz tenho um problema, diga temos um problema porque os
teus problemas são meus também.
Marido :
-Tá bem, temos um problema no serviço, a nossa secretária
vai ter um filho nosso.

COISA RUIM

Dois amigos conversando:
- Zé! Fala uma coisa ruim!
-Minha sogra!
-Não! Coisa ruim de comer!
-A filha dela!

FAZ SENTIDO

O bêbado passa em frente a um templo evangélico e escuta o
maior barulho, gente chorando, gritando, desmaiando, berrando,
estremecendo.
Ele pergunta a alguém que está na porta
- Que é que está acontecendo ai dentro?
- Jesus está operando irmão!
E o bêbado:
- Esse cara não usa anestesia não

Publicado em:  on 22 05pmSat, 16 May 2009 16:14:23 +0000ç2009 2008 at 4:14 pm Deixe um comentário

rola na net

Quem quer comer o coronel?

 

DONO DE LANCHONETE É PRESO POR BATIZAR SANDUÍCHES COM PATENTES MILITARES

 

 

Para o dono de uma lanchonete de Penedo, a 170 km de Maceió (AL) tratava-se de uma estratégia de marketing. Para o comandante da Polícia Militar na cidade, era uma ofensa à Corporação. E assim, por batizar os sanduíches da casa com patentes militares, Alberto Lira, 38 de idade, dono da lanchonete Mister Burg, acabou detido por ordem do comandante da PM local.

Afinal, entendeu o militar, não ficaria bem alguém chegar na lanchonete e pedir: “quero um coronel mal passado”.

Ou sair de lá dizendo: “acabei de comer um sargento”.

 

Na delegacia foi lavrado boletim de ocorrência e, face ao tumulto havido, a casa comercial fechou durante algumas horas.

Como o delegado de plantão entendeu que não havia motivo para prisão, Lira foi liberado horas mais tarde. Os cardápios da lanchonete foram recolhidos para avaliação e a casa reaberta em seguida. Aproveitando-se da inesperada repercussão, a lanchonete quer manter o cardápio que desagrada a PM.

 

A casa oferece lanches como o “coronel” (que é o filé com presunto), o “comandante” (um prato com calabresa frita) e por aí vai.

 

A brincadeira foi demais para o parco humor dos militares, que dizem que os nomes dos pratos provocavam chacotas e insinuações contra os policiais entre os moradores da cidade de 60 mil habitantes.

Lira, o dono da lanchonete, diz que não teve nem tem nenhuma intenção de brincar ou ofender a Corporação.

O cardápio – garante o dono da lanchonete – pretendia ser uma homenagem à hierarquia militar.

O prato mais caro era o “comandante”.

O comerciante contratou ontem (15) o advogado Francisco Guerra para entrar com uma denúncia por abuso de autoridade contra o comandante local da PM e uma ação reparatória por dano moral contra o Estado de Alagoas. Nela vai salientar que não existe nenhum texto legal que impeça um restaurante de incluir, no seu cardápio, “lula à milanesa”, “filé a cavalo” ou “coronel mal passado” etc.

O advogado já pediu habeas corpus preventivo para evitar outra detenção de seu cliente. A peça sustenta que “se o argumento do comandante fosse válido, nenhuma festa de criança poderia ter brigadeiro”.

Como se sabe, brigadeiro – além de ser a mais alta patente da Aeronáutica – é também o nome do docinho obrigatório em aniversário de crianças.

 

Em Penedo, comer brigadeiro pode, mas comer coronel, está proibido” – ironizam os advogados da cidade.

 

 

Publicado em:  on 22 05pmWed, 13 May 2009 16:55:20 +0000ç2009 2008 at 4:55 pm Deixe um comentário

O SERTÃO E O MAR

A vida seria, sem o rio?

Ou o rio é a vida tortuosa que chega ao mar?

Há vida cá e lá

Ambas correm velozes

em alguns instantes uma é só inanição

mas se renova sempre

as vezes com revolta e violência.

A outra, ou as outras, as muitas outras formas

enfraquecem com a ausência da correnteza

se contorcem, amarelam

ou vivem, ou sobrevivem, ou morrem.

A correnteza, à luz inóspita do céu claro

viaja rápido

levando o sumo da vida

mesmo que amargo.

No entanto, há felicidade, fecundação.

Há ausência de traumas

restos de comida

ilusões jogadas aos porcos.

E o espírito fica sempre desejoso de algo mais.

Enquanto isso

onde a água chega

o medo domina

a solidariedade quebrou-se em cacos não remendáveis

não existe horizonte, nem estrelas

O sol brilha sob um manto escuro de fumaça

de escândalos.

Os amores são descontínuos

a comida é egoísta

as pessoas insossas

as luzes amarelas e tristes.

Procura-se a vida.

Só resta uma vaga lembrança

de uma infância distante e feliz.

Há mesas postas

abundantes

regras no sentar

sobremesa

relógios na parede

ausência de sentimentos.

As almas estão secas

sem brilho

e os caminhos sem destinos certos…

Publicado em:  on 22 05pmMon, 11 May 2009 22:23:28 +0000ç2009 2008 at 10:23 pm Deixe um comentário

Peraltagem

Do livro: MEMÓRIAS INVENTADAS

               A Terceira Infância

          De: Manoel de Barros

                 Editora Planeta do Brasil, 2008

 

O canto distante da sariema encompridava a

tarde.

E porque a tarde ficasse mais comprida a gente

sumia dentro dela.

E quando o grito da mãe nos alcançava a gente

já estava do outro lado do rio.

O pai nos chamou pelo berrante.

Na volta fomos encostando pelas paredes da casa pé

ante pé.

Com receio de um carão do pai.

Logo a tosse do vô acordou o silêncio da casa.

Mas não apanhamos nem.

E nem levamos carão nem.

A mãe só que falou que eu iria viver leso

fazendo só essas coisas.

O pai completou: ele precisava de ver outras

coisas além de ficar ouvindo só o canto dos

pássaros.

E a mãe disse mais: esse menino vai passar

a vida enfiando água no espeto!

Foi quase.

Publicado em:  on 22 05pmFri, 08 May 2009 17:35:51 +0000ç2009 2008 at 5:35 pm Deixe um comentário

UM FINAL

Solidificam-se as incertezas

crespam-se as almas

estouram-se os tumores

desabam as ribanceiras

danificam-se as entrelinhas dos prazeres.

E sem dizer mais nada chega-se ao máximo

num acentuado desdém

tão exorbitante

que as chamas do imo se imolam líquidas.

E sem qualquer possibilidade

desfazem-se as estratégias preparadas

e nada sobra

a não ser uma leve esperança azulada

que de tanto esperar perdeu a cor original

Publicado em:  on 22 05pmTue, 05 May 2009 22:22:28 +0000ç2009 2008 at 10:22 pm Deixe um comentário

O menino que ganhou um rio

Do livro: MEMÓRIAS INVENTADAS
A Terceira Infância
De: Manoel de Barros
Editora Planeta do Brasil, 2008

Minha mãe me deu um rio.
Era dia de meu aniversário e ela não sabia
o que me presentear.
Fazia tempo que os mascates não passavam
naquele lugar esquecido.
Se o mascate passasse a minha mãe compraria
rapadura
Ou bolachinhas para me dar.
Mas como não passara o mascate, minha mãe me
deu um rio.
Era o mesmo rio que passava atrás de casa.
Eu estimei o presente mais do que fosse uma
rapadura do mascate.
Meu irmão ficou magoado porque ele gostava
do rio igual aos outros.
A mãe prometeu que no aniversário do meu
irmão
Ela iria dar uma árvore para ele.
Uma que fosse coberta de pássaros.
Eu bem ouvi a promessa que a mãe fizera ao
meu irmão
E achei legal.
Os pássaros ficavam durante o dia nas margens
do meu rio
E de noite eles iriam dormir na árvore do
meu irmão.
Meu irmão me provocava assim: a minha árvore
deu flores lindas em setembro.
E o seu rio não dá flores!
Eu respondia que a árvore dele não dava
piraputanga.
Era verdade, mas o que nos unia demais eram
os banhos nus no rio entre pássaros.
Nesse ponto nossa vida era um afago!

Publicado em:  on 22 05pmSat, 02 May 2009 16:07:29 +0000ç2009 2008 at 4:07 pm Deixe um comentário